Cultura



A Escola Estadual Teônia Amaral, convida toda a comunidade escolar e os amantes da poesia para participar do 1º Sarau de Cordel. O mesmo acontecerá nesta sexta-feira, 28 de Março  às 19:00 horas no salão de eventos da referida escola.

A direção agradece antecipadamente a presença de todos.

Cultura (O Pajé branco)


Severino Laurentino Dantas



Em dezembro do ano passado, o Rio Grande do Norte perdeu para sempre mais um de seus heróis anônimos: Severino Laurentino Dantas, raizeiro nordestino com pós-graduação na floresta, curandeiro amado e respeitado em toda região do médio Purus, faleceu aos 97 anos no município de Boca do Acre (AM).

A HISTÓRIA

Em 1942, o então jovem Severino Laurentino Dantas, natural de Florânia , no Rio Grande do Norte, embarcou para Amazônia, trabalhou na estiva em Belém por seis meses e finalmente chegou a região do médio Purus como soldado da borracha. "No primeiro dia que passei na floresta, chorei como uma criança" - recorda. Nesta época, ele era apenas mais um migrante sonhador de um exército de nordestinos que o governo federal brasileiro arregimentou para coleta de látex durante a segunda guerra mundial.

Morava pertinho da aldeia Apurinã, no Igarapé Luzitânia, nas proximidades de Lábria (AM), quando fez amizade com o pajé Zé Muniz, em 1945. "Para ser médico da floresta precisa estudar muito sem ver um pé de gente", havia lhe dito o indígena. Seu Severino, já afeito à vida árdua do mato e conhecedor do uso medicinais e ervas desde dos tempos de criança no nordeste, aceito o desafio e passou cinco anos junto com o pajé apurinã sem ter nenhum contato com a civilização. "Os caboclos, naquela época, andavam meio massacrados. Eu dava roupa para o pajé e ele começou a gostar de mim. Eu não conhecia a floresta e pedi para que me ensinasse a trabalhar com os vegetais da Amazônia. Depois de cinco anos longe de tudo, saí desenvolvido da floresta " - recorda Severino.

Severino Laurentino se tornou um dos "raizeiros" mais conhecidos da baixa Amazônia ocidental, passando a atender não só aos apurinãs , que ficaram sem pajés uma vez que as novas gerações não se interessam pelo ofício, mas também a toda população ribeirinha do médio Purus, um dos maiores rios da Amazônia. Ele, no entanto, evita falar das curas que realizou. Prefere, ao invés disso, falar das curas que ele mesmo recebeu como a cura de um derrame cerebral (que o havia paralisado completamente) através da Ayahuasca ou de sua extraordinária recuperação de acidentes, como na vez que levou um queda de um barranco de 15 metros. Quebrou o braço, quatro costelas e clavícula. O médico o engessou todo. Ele, porém, tirou o gesso, sem autorização e se curou com uma garrafada feita com a mistura de nove plantas: jatobá, copaíba, jucá, sucuba, brijuí, chapéu de couro, catuaba, nego seco e chachuarra. "A floresta é um ser vivo. Cabe ter o dom da fé, dentro da pessoa, para pedir a cura. Sem essa força interior, não fica bom"  - explica.

Talvez em decorrência do entusiasmo e dedicação com que se entregou ao estudo da floresta, seu Severino constituiu família tarde. Casou quando tinha 56 anos, mas não perdeu tempo. Sua mulher Rosaline lhe deu 14 filhos. Destes, no entanto, apenas o caçula, Rosimar, se interessou pelo ofício do pai e aprendeu sua arte, perpetuando seu conhecimento.

Em 1993, quando nos concedeu esta entrevista, seu Severino estava com 88 anos e uma juventude de dar inveja: uma disposição de menino e a sabedoria de um ancião. Havia, então, finalmente conseguido sua aposentadoria como soldado da borracha e morava em uma choupana em 'Terra firma', localidade vizinha à aldeia Kamicuã, dos apurinãs, no município amazonense Boca da Acre, onde desenvolvia uma horta e um herbário de plantas medicinais da Amazônia. Era dali que ele retirava o sustento. Sua ambição, porém, não é de fortuna pessoal. "Eu queria mesmo é que o prefeito de Boca do Acre arranjasse um barco para que pudesse subir e descer o rio tratando do povo doente. Aqui dentro da Amazônia, os homens não estão ligando pra quem está em situação precária; só querem se engrandecer e os pobrezinhos ficam morrendo à míngua."

Nos últimos dez anos, soubemos que seu Severino Laurentino seguiu com seu trabalho de curandeiro e pesquisador, sendo um dos fundadores da ONG Centro Medicina da Floresta (CMF), que além de atender as populações mais carentes da Amazônia desenvolve também estudos sobre remédios naturais e produz artesanalmente medicamentos e florais.

Por Moura Neto e Marcelo Bolshaw.

Fonte:  http://www.inforside.com.br/noticias.aspx?sectionID=4&ID=3843

O PERFIL DO PROFESSOR FRENTE ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC) NA SOCIEDADE EM REDE.



A importância da tecnologia na aprendizagem do aluno.



Na sociedade contemporânea, a tecnologia faz parte de praticamente quase todas as atividades humanas. Para tanto, é necessário ao professor o conhecimento de novas Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs, recursos técnicos que estão disponíveis na atualidade para gerar, armazenar e disponibilizar informações e permitir a comunicação entre as pessoas. Inclui-se como exemplo de TICs o celular, a televisão, Ipad /Tablet, players, computadores e internet.

Por que as TICs interessam ao professor e qual o impacto delas nas práticas pedagógicas? Vamos entender as formas para que os professores se apropriem desses meios e recursos e enriqueçam a qualidade das suas aulas.

Na década 1960, McLuhan propôs a ideia de uma comunicação global, foi precursor nos estudos midiológicos, criou o termo “aldeia global” após perceber que instrumentos como o rádio, telefone e televisão impactavam na comunicação das pessoas. Ele observou que esses aparelhos eletrônicos ligavam pessoas de todo o planeta e permitiam a disseminação de uma quantidade absurda de informações. Esses instrumentos tecnológicos observados evoluíram e o professor sente os reflexos dessas mudanças quando se depara com novos aparelhos eletrônicos e/ou novas forma de se comunicar.

Com a chegada do computador e da internet na escola, presenciamos uma explosão de novos gêneros e novas formas de comunicação, tanto na oralidade, escrita e na imagem. Como exemplo, podemos citar os textos imagéticos presentes no Youtube, através dos quais nos apropriamos da comunicação por meio das imagens em movimento.

A sociedade se estabelece em vínculos particulares que são chamados de culturas, assim tivemos por muitos séculos o predomínio da cultura oral, na qual a essência da comunicação se dava por meio do contato oral e necessariamente presencial. Logo após, passamos por um longo período da cultura letrada, no qual tínhamos o texto impresso. E, nessa sociedade em rede, as novas TICs apresentam outras formas de comunicação, hoje voltadas para o audiovisual. Esse novo ato de comunicação é marcado pelos instrumentos que permitem a geração de mensagens e conteúdos usando o áudio, a imagem estática, o movimento e o texto escrito, inclusive, textos em que todos esses canais estão presentes, por exemplo: os simuladores educacionais, os vídeos disponíveis na web, softwares educativos, etc.

A visão de ensino conhecida como tradicional, perde espaço para a nova sociedade da informação na qual estamos e a preocupação da escola é tornar essa sociedade em uma sociedade de aprendentes, ou seja, de conhecimentos. Neste cenário, o professor assume um novo perfil ao entender que o seu aluno, através do uso das novas tecnologias da informação e comunicação (TICs) potencializa o processo de aprendizagem quando faz uso e interpreta com clareza as novas linguagens presentes nessa teia global. Espera-se que seja perfil do professor conhecer e dominar as tecnologias aplicadas à educação e que essas novas linguagens presentes na hipermídia possam ser instrumentos de troca de informações e disseminação do conhecimento.

Essa ideia nos faz pensar em um novo ambiente escolar, em novas formas de ensinar e aprender, nas quais a tecnologia não seja subutilizada e a informática educativa ganhe espaço dentro da escola por meio de projetos transdisciplinares de pesquisa e aprendizagem. Estes projetos devem ser planejados pelo professor da área específica, que conhece o conteúdo a ser explorado, pelo professor de informática educacional que por sua vez conhece um grande número de ferramentas/softwares educativos em diferentes aplicações e facilita o processo aluno-computador e, por fim, a equipe pedagógica, gestora de todo este processo.

É esperada do professor a competência de usar as TICs como ferramentas de busca e construção do saber e não como ferramentas de conclusão do conhecimento, pois esse é papel do professor. As novas tecnologias não substituirão o importante papel do professor, bem como não diminuirão o seu esforço em buscar aprender cada vez mais: elas trazem novas formas de se chegar ao conhecimento, este por sua vez mais prazeroso, interativo e transversal.

Como desafio para 2011, amplie seus conhecimentos e busque desenvolver competências cada vez mais sólidas diante das novas tecnologias, das novas linguagens visuais e telemáticas presentes no ciberespaço. Crie um blog pessoal para troca de informações entre os profissionais da área de sua escola, ou conteúdos no qual o foco é o aluno, uma rede de relacionamento social na web como o Twitter, em que a discussão principal seja os temas em evidência na sociedade. Participe de um bom curso de capacitação em informática e aprenda as ferramentas de novos softwares e novas aplicações na educação. ´

Conquiste o seu espaço na rede!


Por Valderedo Sedano Fontana